O Correio Braziliense (online) está de cara nova

A versão online do Correio Braziliense, jornal líder de Brasília, está de cara nova. Trata-se de uma modernização no design com incorporação de vídeos, blogs, e menus horizontais. O Correio Braziliense demorou mais do que outros jornais brasileiros para investir em sua versão online. A Folha de S. Paulo fez a mesma coisa há quase dois anos. A política conservadora do jornal em relação à internet é apontada por alguns como uma das causas para o crescimento vertiginoso de um site especializado em imóveis na capital federal, tirando do jornal uma das melhores fontes de recursos: o caderno de classificados.
O novo site do Correio Braziliense parece não acreditar muito no potencial da seção Divirta-se, que é um dos seus maiores atrativos (quando o usuário clica na Divirta-se não abre uma nova tela com o conteúdo exclusivo da seção, como era de se esperar).
O jornal tem excelentes colunistas como Vicente Nunes, que já teve coluna no jornal impresso, que escreve notícias exclusivas no seu blog. Muitos jornais preferem manter colunas especiais, seja na versão impressa e na versão online, para esse tipo de informação, e dar espaço para seus colunistas escreverem um blog com informação de bastidores, confidências e um texto mais pessoal, em linguagem coloquial.
Mas, um dos maiores problemas do Correio e de muitos jornais brasileiros é apostar ainda na possibilidade de obter retorno financeiro com a venda dos seus conteúdos, tornando-o restrito para assinantes. Os grandes jornais do mundo constataram que seu retorno pode ser maior com conteúdo aberto (gratuito). Isso gera um volume de acessos muito maior que por si só se torna um argumento de venda de espaço publicitário.

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