A visita organizada pelo governo da China de um grupo de correspondentes de imprensa internacional ao Tibet saiu pela culatra. Os chineses queriam mostrar a suposta calma na capital do Tibete, depois dos incidentes de violência que teriam causado mais de 100 mortos. Os jornalistas convidados encontraram um grupo de monges que confirmaram a inexistência de liberdade e o desejo de autonomia do Tibete.
O grande problema dos regimes totalitários é a incapacidade de enxergarem os problemas justamente pela falta de liberdade de expressão. Os líderes chineses não estão conseguindo ver o pesado ônus que isso representa em um ano em que o país está no centro da visibilidade internacional por causa das Olimpíadas. A pressão internacional só tende a aumentar, não só pelo Tibete, mas pela falta de liberdade política na China mesmo.
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