A China, um país que ocupa os primeiros lugares da agenda da mídia, por conta do seu vigoroso crescimento econômico, está enfrentando a curiosidade ocidental pela incompreensível falta de liberdade do país. Há uma atenção concentrada em eventos como o de ontem, quando três representantes de Reporteres Sem Fronteiras se posicionaram atrás do delegado chinês para mostrar ao mundo o cartaz que com os anéis olímpicos transformados em algemas. O mundo inteiro viu a cena ocorrida na Grécia e os manifestantes conseguiram seu objetivo de chamar atenção para o problema. O percurso da tocha olímpica poderá virar uma sucessão de eventos midiáticos com características semelhantes.
Mas, as Olimpíadas certamente se prestarão muito mais para chamar a atenção para o lado negro desse país que virou a fábrica do mundo, o problema ambiental e a falta de liberdade. O complexo aparato destinado a controlar principalmente a circulação de informações será insuficiente para impedir mais e mais atos ou reportagens de denúncia. O mundo sabe que a China vive sob censura. O maior problema é que os chineses não terão a chance de ver essas reportagens.
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