O ministro da Cultura e produtor cultural, Gilberto Gil, está empenhado em promover uma grande discussão em torno de eventuais mudanças na lei de direito autoral. Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, ele disse: Passados dez anos da última alteração da Lei Autoral brasileira, é hora de a sociedade pensar se é necessária uma atualização. São muitas as insatisfações com o atual modelo, a começar pelos autores, que não se sentem inteiramente protegidos, nem bem remunerados. E acrescentemos o desafio dos novos modelos de negócios em base digital e, também, o aprofundamento da democracia e o desejo dos brasileiros de acessar a cultura, como parte de sua formação humana integral.”
A idéia de um grande debate que democratize o acesso aos bens culturais e proteja e remunere adequadamente as obras de arte, defendidas por Gil causa arrepios entre produtores individuais e empresas do setor da cultura. É o caso do ex parceiro e amigo Caetano Veloso que demonstra desconhecer tanto as novas formulas legais de proteção do direito autoral quanto as idéias do ministro.
Segundo reportagem do Estado de S. Paulo, Caetano elogiou um dos aspectos da gestão do ministro - como o que ele chama de “licença alternativa” diante das propostas novas decorrentes da evolução tecnológica, vista pelo ministro como um “conjunto de benefícios novos para divulgação” de obras artísticas -, mas ressalvou: “É bacana, mas também temerário você afirmar isso como ministro, que é também produtor de cultura. Chega num ponto em que o ministério deveria agir nessa questão com mais cuidado. Porque o estímulo a esse negócio cria uma sensação de vale-tudo.”
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