Clarín e Petrobras

Clarín, um dos maiores jornais argentinos, confirma, mais uma vez, as possibilidades do jornalismo na internet no especial multimídia sobre os avanços brasileiros na área de energia, e sobre as diferenças com Argentina. Dividido em três pequenos filmes, o especial Brasil Petrolero aborda a questão da autonomia tecnológica da Petrobras com a construção da plataforma P-51, a expectativa em relação ao impacto social da riqueza do petróleo e as diferenças entre Brasil e Argentina na questão energética.

O Flash nos sites de notícias

Os jornais colombianos parece que encontraram o modelo gráfico para os antigos flashes (notícias importantes) que antigamente eram anunciados com campainhas nas teleimpressoras das agências de notícias. A libertação da colombiana Ingrid Betancourt por parte da guerrilha das Farc foi o ensaio dessa nova modalidade.
A notícia foi importante em vários países e é lógico que ocupe toda a largura do site, mas os jornais colombianos El Espectador e El Tiempo inovaram ao publicar diretamente a notícia mais importante como única opção do endereço eletrônico, interpretando assim que todos seus leitores só queriam saber detalhes do fato. Ao entrar no endereço desses dois jornais, os leitores só podiam ler a notícia mais importante e mais nada. Isto é, ninguém podia navegar por outras seções. O jornal espanhol El País, decidiu dar a notícia de forma destacada, mas deixando a possibilidade de navegação livre para os leitores.

La Nación reforma seu site

La Nacion, um dos mais importantes jornais argentinos, reformou todo seu site para adaptá-la aos novos tempos. As versões online dos jornais, inclusive os tradicionais como La Nación, deixaram há muito tempo de ser meras cópias das edições impressas, para concorrer com características próprias com a rádio e a televisão. Muitos jornais resistem à idéia de criar outra sala de redação e a contratar profissionais especializados na publicação de notícias na internet, mas essa parece uma tendência irreversível.
Jornais tradicionais como La Nación, verdadeiros guias de setores da opinião pública, têm na opinião de seus colunistas, um dos principais fatores da fidelidade de seus leitores de suas edições impressas, e também disputam um público que a cada instante procura na internet as novidades do dia, ou simplesmente se distrair. Isso La Nación faz muito bem, da mesma forma que seu principal concorrente, o Clarín.
Ambos enfrentam justamente a ira de um governo que não gosta das críticas e incapaz de compreender que uma das funções essenciais da imprensa é exercer o direito à crítica e promover o debate público como parte de suas obrigações com a democracia.

O Destino do Jornal

Jornalistas e Cia convida para o lançamento de O Destino do Jornal (Editora Record), resultado de um mestrado que Lourival SantAnna fez na ECA-USP sobre o que está acontecendo com o meio jornal (focado na Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e O Globo) no contexto das atuais transformações, sobretudo com a internet. Repórter especial do Estadão, ele entrevistou os diretores de Redação dos três jornais, além de Ramón Salaverría (Navarra) e Nicholas Negroponte (MIT), e também usou uma pesquisa focus group com o público-alvo, bem como a literatura mais recente sobre o tema. A orelha é de Rosenthal Calmon Alves e, na contracapa, comentários de Carlos Eduardo Lins da Silva e de Gilson Schwartz. A sessão de autógrafos está marcada para as 20h30 da próxima 2ª feira (30/6), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (av. Paulista, 2.073), mas uma hora antes, às 19h30, haverá um debate reunindo Otávio Frias Filho, da Folha de S.Paulo, Rodolfo Fernandes, de O Globo, e Ricardo Gandour, do Estadão, diretores de Redação dos três jornais analisados na obra. A professora Beth Saad, da USP, que orientou a tese de Lourival, mediará o debate.

Uma agência de notícias não é um blog

“Uma agência de notícias não é um blog em que todos os protagonistas políticos ou econômicos podem pendurar comunicados a seu bel prazer”, disse ontem ao Le Monde o presidente da Sociedade de Jornalistas da AFP, Christophe Beaudufe, dando sequência à polêmica que enfrenta o governo de Nicolas Sarkozy e boa parte da mídia francesa. A declaração é uma resposta à sugestão feita pela ministra da Cultura, Christine Albanel, para que a AFP publicasse todos os comunicados de partidos políticos e sindicatos.
A disputa exemplifica bem o desconhecimento que em geral os políticos tem a respeito da imprensa. Geralmente, quando as coisas vão mal, a culpa é da imprensa.